Hoje visitei terras inférteis. Andei e conversei com vagalumes. Aqueles, esquecido e apagados por qualquer motivo que não fosse o meu. Eu quase escorregava na umidade espalhada pelo chão mas mesmo assim, num balanço, eu tentava descobrir o que sempre me levava pra lá. Eu não sei e acho que nunca vou descobrir. Nunca vou descobrir o motivo da umidade, da infertilidade, o motivo de eu deixar me levar.
Só eu sei o quanto eu queria. E só eu sei como esse balanço me deixa tonta. Os desencontros. Os encontros. O nunca estar lá e há anos tentar sair de lá.
Um dia, quem sabe, uma explicação plausível caia no meu colo me fazendo entender. Ou quem sabe, eu morra esperando encontrar na prateleira de um supermercado. Assim, de bandeja, se doando em alguma promoção imperdível.
O tempo passa. Os tratores passam. E eles não voltam.
Eles não voltam.
"Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
When no one ever tells you that forever
Feels like home, sitting all alone inside your head"
Relembrando o finado " Through The Glass".
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