Era engraçado ver como ela o olhava. Sabia fingir bem. Sabia que aquela era a resposta que ele daria para sua perguntas. E ela o olhava, sem parar, constrangendo o rapaz, fazendo-o pensar que ela tinha uma faca bem no meio do peito.
Ela, com o olhar fixado em um ponto, conseguia ver tudo o que acontecia em volta. Premeditava movimentos, via o que não estava ali. Ela sabia muito mais do que ele imaginava. Sabia quem ele era, sabia o que ele pensava, enxergava o gelo que ele carregava no peito.
Ela cobrava o que nunca dava. Ela queria ter o que não tinha para dar. Roubava pra ela aquilo que roubaram dela.
O coração.