terça-feira, 4 de maio de 2010

[Stolen]

Hoje, no ônibus cheio de volta para casa, lembrei de uma pessoa que eu nunca vi na vida. Na verdade, não sei nem porque lembrei dele, só sei que tenho lembrado muitas vezes desde que ele ficou sabendo que eu existo. Isso foi há algum tempo, mas o que ele não sabe é que eu já sabia que ele existia há muito mais tempo. Estranho? Coincidência? Não sei. Talvez só a internet mesmo. E tenho certeza de que ele nem pensa sobre isso da mesma forma que eu penso. Tenho o péssimo hábito de romantizar tudo.
Como não posso pensar por muito tempo em quem não conheço (até por falta de continuidade e "assunto" comigo mesma), lembrei de um post que ele fez um dia no blog que escreve. Talvez tenha sido esse post que me chamou atenção, talvez por ele dizer ali tudo o que eu queria dizer também. E principalmente, viver.

Dia de cão. O caos está tomando conta de mim. Cansada de brigar pelo o que mais ninguém acredita. Dia longo. Onze horas dentro de uma escola é o suficiente para acabar com a minha raça. Hoje eu não aguentei. Sentei e chorei, mas não foi por mim.
Caminho longo. Ando pensando seriamente em ir trabalhar de carro. Mesmo gastando quase a metade do meu salário em gasolina, não vou precisar aguentar a falta de educação dos filhos das putas que cruzam o meu caminho diariamente. Sairia muito mais barato virar uma filha da puta também, mas... Bom, o caminho longo me dá tempo de sobra para pensar. Hoje pensei em namoro. Não qualquer namoro, com qualquer pessoa que eu pense estar apaixonada. Um namoro simples, descomplicado, recíproco, verdadeiro, careta. Eu quero namorar assim. Eu quero alguém pra chegar em casa, deitar no colo, chorar tudo o que eu tiver pra chorar e, ali mesmo, começar a fazer amor, embaralhar os pés e adormecer de conchinha. Isso faz falta e há tempos não me sinto a vontade para ter um final de dia assim. Aliás, não sinto vontade.
Acho que chegou a hora. A hora de arrumar as prateleiras dentro de mim. As coisas andam bagunçadas, abandonadas, empoeiradas... E eu preciso de ajuda na faxina. Sozinha não dá mais.
Hoje eu precisava de alguém esperando por mim, com um sorriso no rosto e "conselhos reconfortantes".
"Será pedir demais?"

9 comentários:

Anônimo disse...

Guardamos muitas coisas nas prateleiras e esquecemos até mesmo o que colocamos lá. Essa etapa da sua vida só você pode participar. Até encaixar as peças nos lugares certos ou organizar tudo o que esta em suas prateleiras. “Dentro de você”.
Sem namoros ou amizades coloridas. Apenas você e mais ninguém.

Luar

Ju disse...

O ser humano é primitivo, meu bem. Anda em grupos, foge do frio quando encosta-se no outro. Não temos mais os pêlos que nos protegem durante a noite, por isso, nos sentimos mais solitários.
Todo mundo precisa de alguém. Nas horas boas, nas ruins, quando "a casa" está arrumada e quando está bagunçada também. Aliás, acho que precisamos mais quando está tudo uma bagunça. Superação e uma mãozinha sempre caem bem.

Esse papo de reclusão e celibato não são comigo, definitivamente.
;)

Anônimo disse...

Alguns cérebros são primitivos. Talvez seja esse o seu caso.

Luar

Ju disse...

Hahahaha.

Talvez seja, sim. Mas acho que se o meu cérebro fosse tão primitivo assim, você não gastaria o seu tempo pra ler o que eu escrevo... Muitas vezes por dia!

Façamos o seguinte: você cuida da sua vida, do seu recalque e some daqui. Eu continuo primitiva, querendo estar perto de alguém legal e cuido da minha vida.

Fechado?
=)

Só pra constar... "Luar" é bem fanchona, hein?

Anônimo disse...

Não é primitivo o interesse na escrita. Você escreve coisas ótimas por sinal.
Mais carrega muitas pedras nas mãos, será que carrega na alma também?
A família é “alguém” bem legal para se estar perto. Apenas de um tempo ao seu coração. Quem sabe ele não precise descansar um pouco no quesito amor.

Luar? Não. Eu admiro.

• Dica do dia: sempre limpe suas prateleiras diariamente, assim não acumula tantas decepções e desamores.


Boa sorte


Vida.

Ju disse...

Há!
Eu sabia que você voltaria.

Uma pena que você, apesar do seu interesse, não tenha entendido o que eu escrevi. Vamos começar a desenhar?

*Eu não escrevi nada sobre o interesse pela escrita ser primitivo. E sim, quis dizer que se você me achasse pouco evoluída intelectualmente, você não teria voltado aqui tantas vezes. Enfim, valeu o elogio.

*Carrego pedras nas mãos. Quem não carrega? Quem sabe viver com leveza depois de virar "gente grande"? Se existe uma forma, eu bolei essa aula. Na alma, carrego tudo o que posso. Fernanda Young tem um trecho que gosto muito e que fala justamente sobre isso: "nenhuma alma é vazia". Independente do que você carregue lá dentro (preciosidades ou quinquilharias), uma alma só é uma alma se está repleta de alguma coisa. Eu guardo um pouco de tudo, como uma velha louca e cheia de coleções. Imagine a minha alma como um sebo no centro da cidade. Tem muita coisa boa, algumas não tão boas, mas tudo ali tem uma utilidade e uma razão de ser.

*Família. Sim, eu tenho a minha por perto. Mas, se você tivesse entendido o que eu escrevi, saberia bem que não é disso que falo. E não é isso o que me falta. Amor que se sente por família, é diferente de amor homem-mulher, certo? Acho que eu nem preciso dar exemplos de coisas que eu faria com "alguém" e que eu não poderia fazer com "alguém da minha família". Dã.

*Obrigada pela dica, mas infelizmente não vou poder seguir os seus conselhos. Além de uma preguiça crônica, quem limpa as prateleiras diariamente, perde muita história pra contar. E porque você levantou a hipótese de eu ter muitas decepções e desamores? Só porque eu quero me apaixonar? Todo mundo um dia sofre por amor, se arrepende de ter se apaixonado por tal pessoa, acredita em quem não deveria acreditar. "O que nã mata, fortalece". Hahaha... E a última vez que sofri por paixão (pq nem fudendo era amor), tirei bons textos, um bom blog - que hoje já morreu também - bons momentos e uma amizade incrível com a pessoa. Eu já disse... Tudo tem seu lado bom e ruim. A gente só tem que saber tirar proveito dos dois. Resumindo, tenho tantas decepções e momentos felizes quanto todos os outros mortais.


Agora é "Vida"? Esse não é o nome da cachorrinha da Gisele?

Anônimo disse...

Acho que você não entendeu dessa vez.

Deve ser por isso que esta sozinha agora. Alias sempre acaba sozinha não é mesmo? (amor homem-mulher), certo?

Até um dia.


intromedito.

Ju disse...

Pois é, Sr. "Intromedito"... Você quase acertou dessa vez. Bateu na trave esse seu novo apelido.

Se eu entendi ou não, não estou preocupada. Não me esforço muito para entender o que uma pessoa nada a ver tá pensando sobre a minha vida.

Hahahahaha. Eu sempre acabo sozinha mesmo. Não costumo levar relacionamentos falidos adiante. Se você me conhece tão bem, deve saber disso. Não existem bons motivos para isso. Não dependo de ninguém, não preciso de nada, então se não há amor/paixão, não há um bom motivo para continuar. Got it? Mas a esperança de conhecer alguém legal, que faça a diferença, não acaba só porque esses "Zé Ruela" apareceram.

Aliás, você deve ser um desses ex-falidos que vivem me assombrando. Até agora não entendi o motivo de você vir até aqui dar uma de expert na minha vida. Já disse... Cuida da sua e some daqui. Eu cuido da minha e todos seremos felizes para sempre.

Grata,

Juliana.

Alexandre disse...

!
Essa gente abobada vai começar a baixar por aqui também? Já não bastava o outro blog que era chapado de demente? Hehehehehe... É foda um cara aparecer e simplesmente achar que sabe mais do que você, o que você precisa ou deixa de precisar. Ridículo!